01 abril 2008

a pancadaria 1

sempre que eu começo bloggar, e olha que faz um tempão que eu não faço isso, é a mesma história: eu falo que seja lá o que for que aconteceu é uma anormalidade na minha vida e conto uma historinha muito da safada e sem graça sobre qualquer bobagem q do meu dia a dia, mas recentemente (hoje) eu redescobri uma velha razão que ainda me dá pra eu bloggar gostoso... pois é... uma decisão foi tomada: haja o que houver eu vou fazer um CURTA.
pois é. é uma decisão tomada mesmo. não está em mim. ou não está mais em mim. por que agora está no fato de que eu gravei o meu primeiro depoimento e minha porrada agora vai ultrapassar o limite da minha própria corporeidade e virar símbolo de dor feminina.
vixi... tenho até mais medo de quando vira terminologia elaborada assim do que quando o FDP me bateu mesmo...
pois é... menininha culta e bem apresentada de classe média não apanha de marido. quem apanha de marido é pobre de periferia. e de preferência aquelas que perdem os dentes da frente, assim ninguém assiste, nem em curta cabeção direcionado pra plateia intelectualóide, por que a imagem é incomoda demais...
a coisa é que comecei a ligar para alguns dos meus amigos que trabalham com vídeo pra saber quais deles se interessavam pelo projeto. e olha que eu já tenho um volume significativo de material pronto ein! e adivinha só? surpresa! ninguém quer se envolver. ninguém quer falar disso e eu tive que ouvir que esse tipo de assunto não tem público, que precisaria de uma verba absurda pra ser produzido (ainda que estivesse falando só de gravar depoimentos), que eu não deveria me expor assim ( por que eu achava o meu próprio depoimento válido), e mais uma enorme lista de explicações claras, lógicas e pragmáticas de por que eu não deveria me meter nisso.
sabe de uma coisa? quando eu apanhei do meu marido a relação foi muito simples na verdade, era um punho e o meu rosto, depois virou o meu tronco e o pé dele e, em fim último, embora, claro, hajam havido algumas repetições das séries anteriores, alguns objetos contra algumas vária partes do meu corpo o que acabou incluindo o um tronco de árvore recém cortado contra minha coluna, que afortunadamente não culminou com minha paralisia.
gente louca existe em em cada esquina! ande dois quarteirões no seu bloco sem que haja uma mulher agredida e eu paro de falar!!! talvez eu realmente seja só mais uma chata, mas, por dizer isso eu posso no máximo estar portando a voz de um monte de outras mulheres que estiveram em minha pele.
a maioria delas, tenho certeza, desejando não estar.

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