06 novembro 2008

Palavra de honra

Desde as lendária cartas de amor que uniram apaixonados ao longo da história até o sexo virtual, na distância, é nas palavras que os relacionamentos se realizam.

Quando tudo o que se apresenta é uma situação para ser lida como se quiser. Quando não há compromisso verbal nenhum que assuma coisa alguma, não haverá, aí, uma dose de levianismo ao lidar com o sentimento do outro?

As queixas constantes de haverem se apaixonado por rapazes que as deixaram, suspensas no ar, sem saber se suas próprias histórias foram fantasiadas ou se foram realmente legitimas são tão comuns que é impossível não se perguntar. Será o silencio na estrada dos relacionamento uma placa de desvio para a história de qualquer dessas mulheres?

Ok, eu concordo que a fala não seja a única forma de comunicação possível e, em relacionamentos, talvez nem seja a mais efetiva. Mas me parece que nos mais claros e honestos é nelas - nas palavras - que os acordos são sagrados.

Na estrada se você quiser mudar de faixa ou mesmo mudar de sentido é obrigatório sinalizar antes. É tudo uma questão de segurança. Todos concordam com certas regras e trafego flui. Alguém burla a norma e acidentes começam a acontecer e pessoas começam a se machucar.

Nos ambientes mais complexos isso também parece se aplicar. No pregão da bolsa, por exemplo, as pessoas gritam suas aquisições e ofertas para todos poderem escutar e decidir o que consideram melhores negócios. Como avaliar, então, o risco de se colocar nosso coração no volátil mercado das emoções sem um contrato assinado, ao menos com seu corretor?

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